sábado, 26 de novembro de 2011

Flores Seres

Quando flores minha,
Flores será
Quando florescer
Flores serão

Como eu,
Todos já falaram
Da rosa, da flor,
do botão

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Das roupas

Meu corpo delineia formas comuns
Não me sinto nua sem roupa

Minha nudez esconde-se
sob palavras,
sob sorrisos,
sob o desvio de um olhar.
Desses nunca me despi.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dos testes da vida

De uma coisa ele sempre esteve certo
Nada começa do nada
E tudo termina por algo

Se as razões foram justas
ou suficientes
Se não houve palavras de adeus
Se o sorriso voltou a brotar de oriente a ocidente

A vida encarregou-se de pôr-nos à prova
A sutileza dos resultados há de razonar as rupturas



Retornos

Retornos, trevos e encruzilhadas
Sinuosidade
Círculos e espirais

Dos retornos
No guarda-roupa, cores escuras
No rádio, rock

Das sinuosidades
Ódios e pathos


Dos círculos e espirais
Nada conversível em grafemas


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mais uma desfinição

Ser poeta
É errar sob licença

É atirar-se em nome da criação
É buscar infinitos fins
para contínuos começos

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sintoma de saudade

Queimando de saudade
por aquilo que não quero lembrar

Os caminhos que se seguem
e se entrecruzam
apontando para o mesmo lugar

Para não achar
Não procuro

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bolo surpresa

uma vontade misturada com não sei o que
recheada de receio,
coberta com chocolate...