Insatisfeito em ser lago,
clamava e clamava
pedia às flores
pedia às árvores
pedia aos céus
Clamava e clamava
Eis que um dia
pede ao Sol
que prontamente o atende
Então, o Sol brilha e brilha
e emana todo calor que é lhe possível
Assim, o Lago, pouco a pouco, desaparece
Esfumaçando-se, seca completamente
Suas moléculas se dispersam, mesclam-se com as nuvens
O lago perde-se de si
sábado, 19 de maio de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Minha multidão
Sou tantas que não caibo dentro de mim!
Ah! Esse corpo que oras chamo meu,
Já esteve despossuído de qualquer interioridade
Já esteve iludido com a virtualidade de ser
Até já foi muitas vezes,
mas sem nunca permanecer
E para que haja algo duradouro
Serei tudo, para nada ser
Ah! Esse corpo que oras chamo meu,
Já esteve despossuído de qualquer interioridade
Já esteve iludido com a virtualidade de ser
Até já foi muitas vezes,
mas sem nunca permanecer
E para que haja algo duradouro
Serei tudo, para nada ser
sábado, 7 de janeiro de 2012
A Virada
E de repente, a gente se encontra
movimentando no meio,
sacudindo a cabeça
ao som de pop, samba, rock,
Misturando ritmos, suores e lembranças
Somando expectativas e brindando à vida
E de repente a gente se encontra
No segundo andar da princesa do mar
Contando os segundos pra viver o futuro.
movimentando no meio,
sacudindo a cabeça
ao som de pop, samba, rock,
Misturando ritmos, suores e lembranças
Somando expectativas e brindando à vida
E de repente a gente se encontra
No segundo andar da princesa do mar
Contando os segundos pra viver o futuro.
Sobre o movimento
Que a brisa
leva as folhas já amadurecidas
Que a ventania
leva as árvores mais bem arraigadas
Que a tormenta
leva florestas inteiras
Como a folha, desgarro-me
Prefiro voar com a delicadeza da brisa
leva as folhas já amadurecidas
Que a ventania
leva as árvores mais bem arraigadas
Que a tormenta
leva florestas inteiras
Como a folha, desgarro-me
Prefiro voar com a delicadeza da brisa
sábado, 26 de novembro de 2011
Flores Seres
Quando flores minha,
Flores será
Quando florescer
Flores serão
Como eu,
Todos já falaram
Da rosa, da flor,
do botão
Flores será
Quando florescer
Flores serão
Como eu,
Todos já falaram
Da rosa, da flor,
do botão
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Das roupas
Meu corpo delineia formas comuns
Não me sinto nua sem roupa
Minha nudez esconde-se
sob palavras,
sob sorrisos,
sob o desvio de um olhar.
Desses nunca me despi.
Não me sinto nua sem roupa
Minha nudez esconde-se
sob palavras,
sob sorrisos,
sob o desvio de um olhar.
Desses nunca me despi.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Dos testes da vida
De uma coisa ele sempre esteve certo
Nada começa do nada
E tudo termina por algo
Se as razões foram justas
ou suficientes
Se não houve palavras de adeus
Se o sorriso voltou a brotar de oriente a ocidente
A vida encarregou-se de pôr-nos à prova
A sutileza dos resultados há de razonar as rupturas
Nada começa do nada
E tudo termina por algo
Se as razões foram justas
ou suficientes
Se não houve palavras de adeus
Se o sorriso voltou a brotar de oriente a ocidente
A vida encarregou-se de pôr-nos à prova
A sutileza dos resultados há de razonar as rupturas
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